terça-feira, 24 de novembro de 2015

Workshop discute as consequências da ditadura da beleza feminina



        Na tarde desta terça-feira (24), na Universidade Positivo, a professora e  fisioterapeuta Viviane Lucci Busnardo coordenou o workshop “Ditadura da beleza e estética como forma de violência contra mulher", atividade integrante do segundo dia da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência.

Discussão foi aberta para os presentes
            A professora propôs que os presentes refletissem sobre as consequências que a ditadura da beleza traz para as mulheres, alertando que o conhecimento é a maior e melhor arma existente. A fisioterapeuta Naudinar Di Petro Simões deu continuidade à atividade com um breve histórico dos padrões de beleza estipulados pela sociedade ao longo do tempo.
          O encontro também contou com a apresentação de trabalhos científicos da psicóloga Lyegie Lys Barancelli, e da residente em psicologia Simone Maiorki. Ambos os trabalhos discutiram a cultura social da vaidade feminina. “Devemos trabalhar para que os impactos causados pela busca do corpo perfeito sejam menores na vida das mulheres”, afirma Lyegie.

Workshop contou com trabalhos relacionados ao tema
            Para finalizar o workshop, a tatuadora Flávia Carvalho apresentou seu projeto em parceria com a Secretaria da Mulher de Curitiba “A Pele da Flor”. O projeto consiste no serviço voluntário de tatuagens para mulheres vítimas de violência doméstica, com a cobertura de cicatrizes oriundas de agressão. 
Uma das tatuagens feitas por Flávia


Tatuadora mostra o antes e o depois dos locais tatuados
Aline Garcia, tatuada por Flávia, deu seu depoimento para encerrar a tarde, concluindo que as tatuagens auxiliam na melhora da autoestima, pois evitam perguntas sobre as cicatrizes, minimizando as dores que já causaram. Um abraço emocionado entre a tatuadora e a vítima marcou o final das atividades. 


Aline Garcia se emociona ao contar a sua história
Aline e Flávia se emocionaram ao fim do Workshop

Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Georgia Prestes e Matheus Gripp. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press.




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