Com um debate sobre a importância da discussão de gênero nas escolas e planos de educação,
ocorreu nesta terça (24) o painel 4 da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver sem
Violência. O evento discutiu a legislação sobre o gênero na educação e sua
importância para minimizar a violência contra a mulher e outros preconceitos.
Com moderação da enfermeira Terezinha Mafioletti – que foi premiada na atuação na defesa dos direitos e interesses da
mulher pela Câmara Municipal de Curitiba -, o debate contou com a presença de
quatro palestantes:Cláudia Cobalchini, psicóloga e professora
na Universidade Positivo, Dayana Brunetto, pesquisadora do Laboratório de Investigação em corpo, gênero
e subjetividades na educação (LABIN/UFPR), Gabriela Reyes Ormeno, psicóloga
doutoranda pela Universidade Federal de São Carlos e Lis Soboll, pesquisadora
no Departamento de Psicologia da UFPR que apresentou sua palestra sobre o “o custo do direito de ser feliz” logo antes do início do painel.
Durante a conversa, foram
ressaltados os problemas da discussão de gênero nos planos de educação no país,
assim como as alternativas para que o tema comece a ser debatido com maior
efetividade. “A discussão de
gênero nas escolas problematiza as verdades que nos foram postas quando criança
e isso pode ser perigoso para quem não quer discutir o assunto”, segundo a pesquisadora Dayana Brunetto. Já a
psicóloga e Dra. Gabriela Reyes Ormeno, em sua fala, reiterou que a principal
forma de evitar a violência contra a mulher é por meio da prevenção, educando
as crianças. Gabriela ressaltou que, entre diversas violações, este é o direito
humano mais desrespeitado de todos, e que fatores que podem colaborar para essa
realidade são o desejo de um modelo de família intacto e a culpabilização da
vítima.
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| Dayana Brunetto durante sua fala no painel, que teve seu início às 15h00 |
Para Gabriela, a violência
contra a mulher reflete na violência contra a criança, pois muitas mães que
sofrem física e psicologicamente com seus parceiros acabam “descontando” em
seus filhos, e essas crianças refletem essa violência em seus comportamentos.
“Violência contra a mulher é um problema privado, público e social”, diz a
psicóloga. Durante o painel, as palestrantes defenderam a importância de discutir gênero no ambiente escolar para que as crianças sejam mais
esclarecidas quanto à igualdade de direitos e de construção nos papeis sociais
da mulher e do homem, contribuindo assim para uma sociedade mais justa e
pacífica.
por Luis
Izalberti, Fernanda Umlauf e Ana Paula Severino
Fotos: Luis Izalberti


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