terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mesa-redonda trata da discussão de gênero nos planos de educação


Com um debate sobre a importância da discussão de gênero nas escolas e planos de educação, ocorreu nesta terça (24) o painel 4 da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver sem Violência. O evento discutiu a legislação sobre o gênero na educação e sua importância para minimizar a violência contra a mulher e outros preconceitos. Com moderação da enfermeira Terezinha Mafioletti – que foi premiada na atuação na defesa dos direitos e interesses da mulher pela Câmara Municipal de Curitiba -, o debate contou com a presença de quatro palestantes:Cláudia Cobalchini, psicóloga e professora na Universidade Positivo, Dayana Brunetto, pesquisadora do Laboratório de Investigação em corpo, gênero e subjetividades na educação (LABIN/UFPR), Gabriela Reyes Ormeno, psicóloga doutoranda pela Universidade Federal de São Carlos e Lis Soboll, pesquisadora no Departamento de Psicologia da UFPR que apresentou sua palestra sobre o “o custo do direito de ser feliz” logo antes do início do painel.

Durante a conversa, foram ressaltados os problemas da discussão de gênero nos planos de educação no país, assim como as alternativas para que o tema comece a ser debatido com maior efetividade. “A discussão de gênero nas escolas problematiza as verdades que nos foram postas quando criança e isso pode ser perigoso para quem não quer discutir o assunto”, segundo a pesquisadora Dayana Brunetto. Já a psicóloga e Dra. Gabriela Reyes Ormeno, em sua fala, reiterou que a principal forma de evitar a violência contra a mulher é por meio da prevenção, educando as crianças. Gabriela ressaltou que, entre diversas violações, este é o direito humano mais desrespeitado de todos, e que fatores que podem colaborar para essa realidade são o desejo de um modelo de família intacto e a culpabilização da vítima.

Dayana Brunetto durante sua fala no painel, que teve seu início às 15h00
Para Gabriela, a violência contra a mulher reflete na violência contra a criança, pois muitas mães que sofrem física e psicologicamente com seus parceiros acabam “descontando” em seus filhos, e essas crianças refletem essa violência em seus comportamentos. “Violência contra a mulher é um problema privado, público e social”, diz a psicóloga. Durante o painel, as palestrantes defenderam a importância de discutir gênero no ambiente escolar para que as crianças sejam mais esclarecidas quanto à igualdade de direitos e de construção nos papeis sociais da mulher e do homem, contribuindo assim para uma sociedade mais justa e pacífica.

por Luis Izalberti, Fernanda Umlauf e Ana Paula Severino
Fotos: Luis Izalberti

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