terça-feira, 24 de novembro de 2015

A saúde como consequência da violência

A violência contra a mulher, tema da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver, foi encarada através da óptica da saúde na palestra da médica sanitarista e professora da USP Ana Flávia d´Oliveira. Segundo a médica, mulheres que sofrem violência tendem a buscar mais atendimento de saúde – porém não por causa das agressões. Os sintomas são variados: depressão, ansiedade, hematomas, dor no peito, sangramento, diarreia, colón irritável. Sintomas que, quando a violência não é levada em consideração, são apontados para outras doenças. “As mulheres continuam voltando ao médico por causa de sintomas que não desaparecem. Todos eles resultam em um comum: dor crônica. E o motivo é o mesmo: violência doméstica.”


Ana Flávia d´Oliviera
Fotos: Karina Sonaglio
 Segundo Flávia, o alto custo da assistência, a baixa cobertura de ações preventivas, a baixa resolução dos casos, a invisibilidade dos casos e a impotência dos profissionais são alguns dos motivos para que a os índices de violência doméstica continuem de difícil diagnóstico.  Ainda assim, algumas medidas tomadas já cooperaram para esta causa, como o aborto legal em caso de risco  - desde 1940. Mesmo assim, não são todos os hospitais que cumprem a lei. O abordo ainda é visto com maus olhos, e não são todos os médicos que realizam o procedimento. Segundo Ana Flávia, ainda é necessário que os hospitais cumpram a resolução de forma eficaz.
“A visibilidade do problema no interior dos serviços como um todo precisa ser melhorada.  É necessário ver, e fazer ver”, segundo a  médica.




Foto: Karina Sonaglio



Foto: Karina Sonaglio

Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Sarah Menezes e Karina Sonaglio. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press.

Nenhum comentário:

Postar um comentário