A violência contra a mulher, tema da 1ª Jornada Nacional
Mulher Viver, foi encarada através da óptica da saúde na palestra da médica
sanitarista e professora da USP Ana Flávia d´Oliveira. Segundo a médica, mulheres
que sofrem violência tendem a buscar mais atendimento de saúde – porém não por
causa das agressões. Os sintomas são variados: depressão, ansiedade, hematomas,
dor no peito, sangramento, diarreia, colón irritável. Sintomas que, quando a
violência não é levada em consideração, são apontados para outras doenças. “As
mulheres continuam voltando ao médico por causa de sintomas que não
desaparecem. Todos eles resultam em um comum: dor crônica. E o motivo é o
mesmo: violência doméstica.”
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Ana Flávia d´Oliviera Fotos: Karina Sonaglio
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Segundo Flávia, o alto custo da assistência, a baixa
cobertura de ações preventivas, a baixa resolução dos casos, a invisibilidade
dos casos e a impotência dos profissionais são alguns dos motivos para que a os
índices de violência doméstica continuem de difícil diagnóstico. Ainda assim, algumas medidas tomadas já
cooperaram para esta causa, como o aborto legal em caso de
risco - desde 1940. Mesmo assim, não são
todos os hospitais que cumprem a lei. O abordo ainda é visto com maus olhos, e
não são todos os médicos que realizam o procedimento. Segundo Ana Flávia, ainda
é necessário que os hospitais cumpram a resolução de forma eficaz.
“A visibilidade do problema no
interior dos serviços como um todo precisa ser melhorada. É necessário ver, e fazer ver”, segundo a
médica.
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Foto: Karina Sonaglio
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Foto: Karina Sonaglio
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Foto: Karina Sonaglio
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Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da
Universidade Positivo: Sarah Menezes e Karina Sonaglio. Trabalho sob
coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da
Universidade Positivo da Central Press.
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