terça-feira, 24 de novembro de 2015

Para Maria da Penha, maior desafio é o Estado não decepcionar mulheres que denunciam violência doméstica

Foto: Ana Paula Santos

Na tarde desta terça-feira (23), Maria da Penha participou da coletiva de imprensa da 1a Jornada Nacional Mulher Sem Violência, que acontece entre os dias 23 e 25 de novembro em espaços da Universidade Positivo, UFPR e do Shopping Estação.

Maria da Penha, que se tornou um símbolo dos direitos das mulheres no Brasil, respondeu por cerca de 40 minutos as perguntas de jornalistas sobre os mais variados assuntos, como a eficácia da lei que leva seu nome, a necessidade de concretizar políticas públicas para combater a violência e a importância da educação, que, para ela, é fundamental para a transformação do pensamento humano. Ela também disse que o respeito ao próximo precisa ser ensinado logo na infância. 

A socióloga também falou sobre a proteção à mulher que tem coragem de representar seu agressor. Para ela, o caminho até a denúncia é longo e cheio de dúvidas, por isso o aparato do Estado deve ser eficiente na manutenção dessa denúncia de agressão. "O Estado não pode decepcionar essa mulher", disse.
Foto: Ana Paula Santos


Outro tema discutido por Maria da Penha foi o papel da comunicação na conscientização da mulher sobre seus direitos e buscar ajuda quando vítima de violência. O tema da redação do ENEM deste ano foi visto com bons olhos por Maria por fazer uma boa seleção dos candidatos. A socióloga reconheceu sua importância e sua contribuição para que outras mulheres possam ser felizes.

Foto: Ana Paula Santos

Na coletiva, também teve a palavra Roseli Isidoro, secretária da mulher. Roseli falou sobre os resultados dos projetos da secretaria, entre eles o Patrulha Maria da Penha, criado em 2013 com o propósito de impedir a violência em chamados emergenciais.

Também esteve presente o professor de psicologia da Universidade Positivo, Raphael Di Lascio, que falou sobre a ideia de a UP fazer uma parceria coma Secretaria da Mulher e com a UFPR, para que o assunto violência contra a mulher seja abordado em espaço acadêmico.
Foto: Ana Paula Santos

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