Dando prosseguimento às
atividades da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência, a cientista social e
antropóloga Beatriz Accioly Lins esteve na Universidade Positivo nesta
terça-feira, 24, para ministrar uma palestra sobre “O papel dos meios de comunicação
no combate à violência contra a mulher”.
Formada pela USP e militante
dos direitos das mulheres, Beatriz começou a estudar a questão da violência
feminina a partir da observação da novela “Avenida Brasil”, em que a vilã
apanhou do marido. A antropóloga passou a acompanhar diariamente o plantão de duas delegacias de polícia que cuidavam de agressões contra a mulheres, e constatou
que ainda há, mesmo das autoridades policiais, uma falta de conhecimento em relação
aos crimes cibernéticos, conhecidos como “pornografia de vingança”.
“As mulheres têm o direito à
sexualidade. Elas não têm que se dar o respeito. O respeito é um direito delas,
previsto na Constituição Federal”, afirmou Beatriz Accioly, criticando um
pensamento definido por ela como “machista”.
A cientista social utilizou
alguns exemplos da representação da violência em meios de comunicação. Ela elogiou
o tratamento dado para um caso de violência contra uma travesti, em que os
jornalistas sempre usaram o feminino para se referir à vítima.
No entanto, Beatriz não
poupou críticas a uma reportagem da revista “Capricho”, em que uma menina fazia
um relato de quando perdeu a virgindade contra a própria vontade. Beatriz foi
contundente em afirmar que se tratava de um estupro e, consequentemente, de um
crime.
Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Leonardo Mion e Matheus Gripp. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press.
Nenhum comentário:
Postar um comentário