terça-feira, 24 de novembro de 2015

Antropóloga fala sobre a mídia e a violência contra a mulher na 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência


Dando prosseguimento às atividades da 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência, a cientista social e antropóloga Beatriz Accioly Lins esteve na Universidade Positivo nesta terça-feira, 24, para ministrar uma palestra sobre “O papel dos meios de comunicação no combate à violência contra a mulher”.




Formada pela USP e militante dos direitos das mulheres, Beatriz começou a estudar a questão da violência feminina a partir da observação da novela “Avenida Brasil”, em que a vilã apanhou do marido. A antropóloga passou a acompanhar diariamente o plantão de duas delegacias de polícia que cuidavam de agressões contra a mulheres, e constatou que ainda há, mesmo das autoridades policiais, uma falta de conhecimento em relação aos crimes cibernéticos, conhecidos como “pornografia de vingança”.

“As mulheres têm o direito à sexualidade. Elas não têm que se dar o respeito. O respeito é um direito delas, previsto na Constituição Federal”, afirmou Beatriz Accioly, criticando um pensamento definido por ela como “machista”.


A cientista social utilizou alguns exemplos da representação da violência em meios de comunicação. Ela elogiou o tratamento dado para um caso de violência contra uma travesti, em que os jornalistas sempre usaram o feminino para se referir à vítima.  

No entanto, Beatriz não poupou críticas a uma reportagem da revista “Capricho”, em que uma menina fazia um relato de quando perdeu a virgindade contra a própria vontade. Beatriz foi contundente em afirmar que se tratava de um estupro e, consequentemente, de um crime.




Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Leonardo Mion e Matheus Gripp. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press. 

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