Tanto a
palestra com Helena Berro quanto o painel da manhã de hoje abordaram as políticas públicas existentes para diminuir e erradicar a violência
contra mulheres. Os dois eventos fizeram parte da Jornada Mulher Viver Sem Violência, na Universidade Positivo. O Brasil, que estava em 7º lugar em
índices com maiores números de violência, passou para 5º lugar, com uma taxa de 4,8 homicídios para
cada 100 mulheres. Helena também
apresentou outro número preocupante: o aumento de 54% de
homicídios de mulheres negras. Entre as mulheres brancas, houve uma diminuição de 9,8 % de assassinatos.
| Mulheres discutem em painel políticas públicas para o combate à violência contra a mulher. Foto: Davi Carvalho |
Além disso, estima-se que a cada ano no Brasil ocorram 527 mil tentativas de estupro dos
quais cerca de 10% são denunciadas. Helena frisou a importância das políticas
públicas de enfrentamento à violência e mostrou um gráfico de algumas dessas
políticas tomadas ao longo dos anos, como o Ligue 180, que atende
2025 mulheres ao dia, e serve como uma ferramenta histórica para ajudar
mulheres que sofrem agressões. A palestrante também falou sobre a importância da
Jornada Mulher Viver sem Violência como “uma contribuição para
a história”.
Helena
explicou sobre a Casa da Mulher Brasileira, uma iniciativa do governo
federal, que auxilia mulheres que sofrem violências, com ajuda
especializada. Ela fica localizada em Campo Grande, porém, existem projetos para
vários municípios. A palestrante frisou a necessidade de um atendimento
humanizado e especial com essas mulheres, portanto o treinamento de todos os
envolvidos da Casa é voltado à sensibilidade e ao cuidado.
| Além de políticas públicas, outros temas como a formação do cidadão foram pauta e assuntos debatidos no painel. Foto: Davi Carvalho |
A inspetora
Cleusa Pereira da Guarda Municipal de Curitiba e coordenadora da patrulha Maria
da Penha explicou todo o processo desse serviço que, em 1 ano e 8 meses de
funcionamento, já atendeu 6 mil mulheres com medidas protetivas. Ela explica que
o treinamento dos patrulheiros é especializado e atualmente existem quatro equipes
treinadas para o atendimento com intuito de proteger a vítima.
A patrulha Maria da Penha promove visitas nas casas das mulheres que já conseguiram medidas protetivas. Segundo Cleusa, o primeiro contato, a primeira visita na casa dessas mulheres é a mais importante, pois ela já está tão fragilizada com toda a situação que é necessário criar um laço, uma sensação de segurança com essa vítima. “É essencial estabelecer uma relação e comprometimento com a mulher”. Se a mulher relata que o agressor persiste nas ameaças, essa é uma vítima que eles terão que acompanhar mais de perto, fazer visitas semanais e estar sempre atentos.
A patrulha Maria da Penha promove visitas nas casas das mulheres que já conseguiram medidas protetivas. Segundo Cleusa, o primeiro contato, a primeira visita na casa dessas mulheres é a mais importante, pois ela já está tão fragilizada com toda a situação que é necessário criar um laço, uma sensação de segurança com essa vítima. “É essencial estabelecer uma relação e comprometimento com a mulher”. Se a mulher relata que o agressor persiste nas ameaças, essa é uma vítima que eles terão que acompanhar mais de perto, fazer visitas semanais e estar sempre atentos.
| Cleusa Pereira fala para o público os números de casos de violência doméstica que a Patrulha Maria da Penha combateu em Curitiba. Foto: Davi Carvalho |
| Integrantes da Patrulha Maria da Penha de Curitiba fizeram parte da plateia em painel. Foto: Davi Carvalho |
O painel
também contou com uma palestrante que falou sobre a Casa de Passagem Feminina
LBT, que é a primeira casa do Brasil que atende a população de rua com o
reconhecimento de gênero (o qual as expõe
a mais fatores de risco). A casa tem mais de 15 mil acompanhamentos
desde 2013 e prioriza o enfrentamento à desigualdade de gênero na América
Latina. Ela também falou sobre a questão do atendimento especializado e
cauteloso com essas mulheres, além da necessidade de criar
institucionalidade, engajamento tanto de agentes públicos como da sociedade, de
políticas para as mulheres para que haja um estado forte e democrático de direitos
que diga “violência à mulher nós não toleramos”.
(Texto e Fotos produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Davi Carvalho e Gabriela Menta - sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo – Central Press)
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