quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Oficina analisa e desconstrói estigmas sobre a luta das mulheres negras


Com o nome "Mulheres Negras: Subjetividades E Resistências As Violências", oficina ministrada pela socióloga Andressa Ignacio teve como objetivo debater as diferentes estratégias de enfrentamento das violências empreendidas pelas mulheres negras.


Com especialização em gênero, corpo, sexualidade e saúde, Andressa Ignacio debateu com os participantes como as mulheres negras atuaram em diferentes formas de ativismo e empoderamento para superação das diferentes violências e opressões que vivenciam no dia-a-dia.


Um dos exemplos usados pela socióloga foi o discurso de Sojourner Truth, ativista dos direitos das mulheres negras nos Estados Unidos em 1851, durante uma convenção sobre direito das mulheres: “Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas. Ninguem jamais me ajudou. Sempre trabalhei no campo, na colheita de celeiros. E não sou uma mulher?”


Além de abordar revoltas históricas de coletivos feministas, a oficina também discutiu a forma como a mídia retrata o papel feminino negro na sociedade. “Nas novelas, só vemos atrizes negras em papéis menores, como empregadas ou mulheres submissas. Quantos negros são protagonistas?”, perguntou Andressa Ignacio aos presentes.


Ao fim da oficina, a mediadora abriu para perguntas e depoimentos dos participantes. “Foi uma experiência enriquecedora. Depois de hoje, eu tenho uma outra visão sobre a luta de igualdade das mulheres”, relatou o Guarda Municipal Edmar Aquino.

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