quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sociedade civil e necessidade de prevenção

A advogada internacional e professora de direitos humanos, Helena de Souza Rocha, esteve no prédio histórico da UFPR nesta tarde de quarta-feira para esclarecer questões sobre a postura do estado com relação à violência de gênero. Além de contar alguns casos extremos (tanto nacionais quanto internacionais) em que o estado falhou para com o dever de prevenção e da realização de tais direitos humanos, discorreu sobre a importância da integridade física e psicológica das mulheres que sofrem com isso e a sua participação no desenvolvimento das imposições contra a discriminação.



Com um público variado que lotou o Salão Nobre da universidade (inclui-se nesse público a presença de crianças em excursão escolar), a palestrante abriu espaço para um debate durante e após o seu discurso. Entre esclarecimentos sobre leis, termos e situações, questionou o funcionamento da lei Maria da Penha e expôs o número alarmante de mulheres que são estupradas no Brasil a cada ano. Esse número gira em torno de 500 mil. Disse, ainda, para ressaltar a força desse massacre: "ao menos um terço das mulheres que ocupam este salão já sofreram ou sofrerão algum tipo de abuso. Têm ao menos uma história desumana para contar."


O que é, exatamente, a discriminação? O que é sociedade civil? Será que o conjunto das organizações e instituições cívicas cumprem o seu papel a favor das mulheres? Helena faz uma reflexão com base nesses aspectos para analisar o desenvolvimento da desigualdade e cada uma das mulheres, em diferentes perspectivas. A necessidade de prevenção é real e grande, e ainda não é considerada devidamente.


(Texto e Fotos produzido pela aluna do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Giovana Godoi - sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo – Central Press)

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