O último dia da 1ª Jornada da Mulher Viver Sem violência,
abordou políticas públicas para enfrentar a violência contra as mulheres.
Nesta quarta-feira, dia 25 de novembro, para o encerramento
da 1ª Jornada da Mulher Viver Sem Violência, a palestra sobre Políticas Públicas
criadas para enfrentar a violência contra as mulheres, foi apresentada por Eloise
Castro Berro, representante da Casa Nacional da Mulher em Campo Grande, São
Paulo. Na casa, as mulheres em situações de risco são acolhidas e recebem
tratamento psicológico e judicial. Eloise também contou as experiências
vividas no trabalho diário na casa e algumas histórias vivenciadas no
cotidiano.
A abertura contou com a apresentação da artista plástica
Marlene de Oliveira, que passou por situações de violência e deu a volta por
cima. Representou essa libertação de opressão com uma dança cigana, acorrentada, que no fim solta-se das correntes significando a libertação. Encerrou com o
grito de todas as mulheres: “Viva a nossa liberdade”.
Para Eloise, ainda há relações desiguais na nossa
sociedade, que é uma sociedade machista e patriarcal. Essas desigualdades estão
presentes no trabalho, na educação, política, saúde e no próprio lar. Para ela,
ainda há o empoderamento do menino, desde a infância, como alguém imune de
tarefas domésticas e afazeres em casa, por exemplo. “Precisamos de politicas
públicas, não de políticas pontuais”, defende.
Durante sua palestra, Eloise expôs vários dados com relação à violência contra a mulher no país. Em um deles, com relação aos estupros,
estima-se que 527 mil casos ou tentativas aconteçam todos os anos no Brasil.
Para Eloise, boa parte deles não é denunciada por conta do medo.
É nesse ponto que a Casa da Mulher Brasileira entra. Apenas no primeiro semestre de 2015, o Ligue 180 fez 364.675 atendimentos. Por mês, são 60.771 e por dia, 2. 025.
(Texto e Fotos produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Bianca Ogliari, Leonardo Mion e Dayane Ferreira - sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo – Central Press)
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