| Foto: Sarah Menezes |
A oficina foi ministrada pela professora do Departamento de Antropologia da UFPR, Fernanda Azeredo de Moraes, e por Mariana Corrêa de Azevedo, que é pesquisadora do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR.
O encontro acabou se tornando um grande bate-papo entre os presentes. Foram compartilhadas experiências e discutidas questões que tinham como foco principal os estereótipos de gêneros no Brasil. Fernanda defendeu que não devemos nos conformar com as relações culturais que determinam que os homens devem ser vistos como agressores, da mesma maneira que mulheres devem ser vistas como vítimas. Isso não pode ser usado como explicação.
| Foto: Sarah Menezes |
Foi posto em discussão o fato de que, em meio a tantos debates sobre o destino corporal das mulheres, o destino sexual dos homens ainda não é desafiado em fóruns acadêmicos ou outros espaços. A masculinidade naturalizada tem permanecido fechada pra investigação e análise, e foi isso que a oficina buscou desafiar e discutir.
Os conceitos de gênero são frequentemente impostos pela sociedade, ignorando o fato de que a identidade de gênero é independente do sexo anatômico-biológico e do desejo sexual.
É imposto que o homem seja forte, racional, heterossexual e provedor da família. Uma vez discutidas tais circunstâncias, foi relacionado o comportamento masculino à violência sexual e ao medo que leva a mulher ao consentimento e à conivência em determinadas situações.
| Foto: Sarah Menezes |
"Não adianta só a mulher querer mudar o homem, os homens que precisam refletir e querer mudar", explicou a professora.
| Foto: Sarah Menezes |
Texto e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Catherine Baggio e Sarah Menezes. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press.
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