quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dia da Não Violência Contra a Mulher é marcado pelo encerramento da Jornada que discutiu o tema





Foto: Karina Sonaglio 


A 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência iniciou na segunda-feira com uma palestra de Maria da Penha, mulher que incentivou a criação da lei que carrega o seu próprio nome. Foram três dias intensos com nove palestras, oito workshops, oito painéis, duas oficinas, e uma mesa-redonda, com especialistas e estudiosos, que debateram a situação da violência contra a mulher nos dias atuais. O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, em parceria com a Universidade Positivo e a Universidade Federal do Paraná. 
             A revista Entrelinha, produzida pelo curso de Jornalismo da Universidade Positivo, circulou nos três dias entre os participantes do evento. Reportagens especiais sobre o tema da Jornada e um guia com toda a programação foram inseridos na edição da revista especial deste ano.
A solenidade de encerramento aconteceu hoje, às 19h, no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. A data marca o Dia da Não violência Contra a Mulher. Autoridades envolvidas na 1ª Jornada estiveram presentes no encerramento: Roseli Isidoro, secretária municipal da mulher, o reitor da UFPR, Zaki Akel, o coordenador do curso de Psicologia da Universidade Positivo, Raphael de Lascio, o professor de História do Direito, Ricardo Marcelo Fonseca. Para representar a empresa Itaipu esteve presente Maria Helena Guarezia, e representando a empresa Correios, Ana Lúcia Jacobs.
Zaki Akel, reitor da UFPR, falou sobre a polêmica envolvendo a instituição referente ao sistema de cotas raciais adotado pela Universidade Federal do Paraná e afirmou que ainda há uma grande necessidade de questões raciais e de gêneros serem discutidas na sociedade, para que haja uma equidade de gênero e de raça. “Todos nós temos que melhorar a sociedade. O processo é lento, mas a luta continua”, afirmou o reitor da Universidade.  

Foto: Ana Paula Santos 
Roseli Isidoro, durante o seu discurso de encerramento, certificou que Curitiba está no caminho certo e citou os dados do Mapa da Violência, que neste ano focou em mostrar números referentes à violência contra mulheres no Brasil. “Não há o que comemorar, mas estamos no caminho certo com a queda de 5% da violência contra a mulher aqui em Curitiba". Ela também comentou que a Jornada gerou discussões sobre um tema tão emblemático e importante. Roseli disse ainda que não tem dúvidas de que a 1ª Jornada Nacional Mulher Viver Sem Violência contribuiu para sensibilizar as pessoas sobre esse tema. “O objetivo é que a gente possa cada vez mais comprometer a sociedade a refletir não só sobre as causas e efeitos, mas também poder compartilhar um pouco das experiências. E, sobretudo, a gente estimular as pessoas que participaram a pensar alternativas, propostas que talvez possam se tornar serviços capazes de conferir cada dia que passa mais segurança às mulheres em situação de violência", reafirmou Roseli. 
Sobre a participação de Maria da Penha na Jornada, Roseli disse que foi de extrema importância por ela ser um símbolo da luta feminina. "A vinda dela não foi só simbólica, mas também ela tinha um propósito de nos ajudar nessa frente de sensibilização e de comprometimento das pessoas, da sociedade civil, dos órgãos promotores e realizadores da Jornada para assumirem esse causa junto conosco."

Foto: Karina Sonaglio 


Textos e fotos produzidos por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo: Ana Paula Santos, Catherine Baggio e Karina Sonaglio. Trabalho sob coordenação da professora Ana Paula Mira e assessoria de imprensa da Universidade Positivo da Central Press. 


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